Por: Rev. João Carlos da Silva Junior
(FILIPENSES 4. 6-7)
1. A ORAÇÃO ME FAZ ESPERAR
“Não consigo trabalhar e orar ao mesmo tempo”. Tenho que esperar para agir até que eu termine de orar. A oração me força a deixar a situação com Deus e me faz esperar. É uma advertência contra preocupações desconcertantes e inquietantes. Pensamento também encontrado em Mateus 6.25 quando diz: “não andeis ansiosos por coisa alguma pela vossa vida”.
Se tem algo que faz parte de forma profunda da vida do crente é o ato de esperar. Praticamente todos os grandes homens e as grandes mulheres de Deus tiveram que esperar. Ana teve que esperar, Rebeca teve que esperar, Sara teve que esperar, Débora teve que orar e esperar, Abraão, Moises, Jacó, Davi, Josué. Jó, Habacuque, Salomão, Elias, Neemias, Jeremias, Daniel, Zacarias, Paulo, Jesus e você.
2. A ORAÇÃO ESCLARECE A MINHA VISÃO
“Quando num primeiro momento, você encara a situação, pode pensar que é um nevoeiro”.
Quando precisamos de uma resposta, qualquer movimento é friamente calculado, tudo parece ser uma resposta de Deus, tudo parece nos dizer alguma coisa. Pois Deus nos fala através do cotidiano, Deus nos fala, através da Palavra na vida como ela é. Então tudo se torna uma resposta, positiva ou negativa com respeito a nosso pedido, uma frase do dia vista na televisão, a caixinha de preciosas promessas, o bom humor do patrão, ou o atraso no transito, a falta de dinheiro. De repente tudo se torna uma resposta positiva ou negativa com respeito ao que eu preciso, mas na verdade tudo se torna um grande nevoeiro, já não sabemos se é fumaça ou nevoa.
A oração vai aquecendo a situação, a nossa visão vai clarear, e assim poderemos ver, e ver o que Deus e como Deus vê. A oração tem um papel pedagógico de nos ensinar a realmente enxergar o que estamos olhando. Ela arranca a inquietação da dúvida para entrarmos na paz da certeza.