Por: Sem. Filipe Velame
Era um tempo difícil para o povo de Deus que estava vivendo a amarga realidade da tristeza, da dor e das lágrimas sendo derramadas pelos constantes sofrimentos. Era o tempo do exílio na Babilônia em que o povo voltou a experimentar a perda da liberdade. Todo esse tempo ruim que eles estavam vivenciando era fruto de suas ações pecaminosas, pois o povo de Deus esqueceu-se d’Ele ficando, por muitos anos, mergulhado na idolatria.
Jeremias foi um profeta que viveu nesse tempo do exílio. Ele pôde ver o estado de ruína em que ficou tanto a cidade quanto o povo de Jerusalém. Jeremias provou o sabor amargo da vida no exílio e desenvolveu boa parte do seu ministério profético sofrendo na Babilônia. O contexto em que o profeta escreve o livro de Lamentações é justamente o tempo do exílio e em todo o livro vemos a descrição de como era a vida dos exilados.
A cidade de Jerusalém é descrita pelo profeta como solitária, viúva e sujeita a trabalhos forçados (Lm. 1.1). Jeremias diz que o povo “chora e chora de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console entre todos os que a amavam...” (Lm. 1.2). Em sua descrição, Jeremias deixa bem claro que há o reconhecimento de que esse tempo ruim é o resultado da justiça de Deus sobre suas vidas (Lm. 2). Em meio a tantos sofrimentos, o profeta chega a declarar: “...já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no Senhor” (Lm. 3.18). Essa era a realidade do povo de Deus no exílio: sonhos interrompidos e povo sem esperança.
Vivemos num tempo em que a violência, em seus diversos aspectos, assola nossa sociedade e, também por isso, o medo assombra muitas vidas. O sofrimento é tão presente que depressão e doenças psicossomáticas aprisionam várias pessoas em todo o mundo. A situação para alguns é tão crítica que só conseguem se alegrar quando seu time do coração vence. A vida de muitos de nós, hoje, tem se parecido com a vida do povo de Deus quando estava no exílio. Não há mais sonhos, não há mais esperança, não há mais felicidade; é como se não houvesse mais vida.
O que fazer se essa for a nossa realidade hoje? O que fazer para sairmos dessa prisão interior que nos priva de viver um tempo bom na vida? O que fazer para vermos nossa esperança e alegria renascer?
Depois de expressar todo o sofrimento em que estava passando, Jeremias revela um desejo: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. Para ele e todo o povo que vivia no exílio, o que dava esperança eram as virtudes divinas: misericórdia, fidelidade e bondade. O seu Deus, na história, já havia cuidado e salvado por diversas vezes o seu povo. Ele já havia agido com misericórdia e bondade e nenhuma vez havia deixado de cumprir suas promessas. Deus era a esperança do povo no exílio.
Se hoje você tem vivido um tempo ruim, lembre-se do que Deus fez por você. Ele mandou seu filho Jesus para morrer no seu lugar a fim de te dar vida abundante. Cristo veio para te salvar e te libertar. Em tempos de crise, Jesus é onde você pode e deve depositar sua confiança e alimentar a esperança de dias melhores. Em tempos ruins volte-se a Deus e clame, em nome de Jesus, por misericórdia. Não esqueça que, ainda que tudo vá de mal a pior, Jesus está com você pronto a te consolar e te ajudar. Traga a memória o que te pode dar esperança; Cristo é a sua esperança e nele você pode confiar.
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